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União Européia e Brasil trocam boas idéias

O Projeto Simba, programa de cooperação da União Européia com países emergentes para o desenvolvimento de novas tecnologias da mobilidade, teve seu primeiro seminário no Brasil na última segunda-feira, 30, em São Paulo. O objetivo, segundo Paulo Lozano, da AEA, Associação de Engenharia Automotiva, representante brasileiro no projeto, é o de apresentar as oportunidades a diversos atores que participarão do processo: especialistas em trânsito, órgãos governamentais ligados ao tema e toda a cadeia automotiva.

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“Meu papel nesse processo será o de facilitador das duas partes. Identificarei oportunidades de cooperação de ambos os lados e farei a ponte para concretizar essas possíveis interações”, explica Lozano. Ele explica que o primeiro contato foi feito pela Acea, a associação européia de fabricantes, com a Anfavea. A entidade brasileira entendeu que o projeto não fazia parte do escopo de sua atividade e indicou a AEA como representante no Brasil.

O Projeto Simba envolve a cooperação da União Européia com quatro países emergentes – Brasil, África do Sul, China e Índia – e tem orçamento de € 54 bilhões para o período de 2007 a 2013. “Esse valor é para o desenvolvimento de novas tecnologias e conceitos da mobilidade para a União Européia. A verba do Simba para cooperação com seus parceiros é de € 1,1 milhão”, esclarece Lozano.

Ainda é cedo para identificar as oportunidades que poderão ser compartilhadas, mas os representantes da União Européia já mostraram interesse em conhecer a experiência brasileira na área energética. “Podemos oferecer nosso conhecimento sobre o álcool combustível, uma alternativa para emissões que a Europa começa a olhar com maior interesse”, assinala.

As opções são ilimitadas na contrapartida, segundo alguns especialistas europeus que estão em São Paulo para o evento. Akram Ahmedi, representante do Forum of European National Highway Research Laboratories, destacou entre as possíveis colaborações as novas técnicas desenvolvidas na Europa para a construção de estradas, com a utilização de diversos compostos para melhorar a qualidade do piso e até reduzir o ruído feito pelos pneus dos veículos – uma demanda cada vez maior em países europeus, na medida em que cada vez mais as pessoas vivem ao lado de grandes e movimentadas rodovias. “A cada US$ 1 não investido em qualidade das estradas são gastos US$ 4 em manutenção”, contabilizou o especialista.

Ahmedi também falou sobre o monitoramento e o controle do tráfego em desenvolvimento na Europa, ferramentas essenciais para o funcionamento das estradas inteligentes. “Estudamos todas essas áreas com o objetivo de integrar as tecnologias em benefício dos usuários.”

Mas soluções bem mais simples podem ser replicadas aqui. Exemplo disso é o estudo feito na Inglaterra que descobriu que se liberassem a faixa de acostamento aos veículos em períodos de tráfego intenso os prejuízos dos motoristas por conta dos atrasos seriam reduzidos em 20%. “Percebi que no Brasil também há acostamento, por isso essa solução poderia ser utilizada aqui para desafogar o trânsito”, sugere Ahmedi. No entanto, além de as vias serem monitoradas, a velocidade permitida não pode ser superior a 55 km/h para as autoridades liberarem a faixa de acostamento. “A comunicação com o motorista é feita pelo rádio ou por placas eletrônicas espalhadas pela estrada. Muitos países que possuem essa estrutura na malha viária olham com grande interesse a experiência inglesa.”
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Fonte: Agência Autodata, Leandro Alves



 

 

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