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. O Projeto Simba envolve a cooperação da União Européia com quatro países emergentes – Brasil, África do Sul, China e Índia – e tem orçamento de € 54 bilhões para o período de 2007 a 2013. “Esse valor é para o desenvolvimento de novas tecnologias e conceitos da mobilidade para a União Européia. A verba do Simba para cooperação com seus parceiros é de € 1,1 milhão”, esclarece Lozano. Ainda é cedo para identificar as oportunidades que poderão ser compartilhadas, mas os representantes da União Européia já mostraram interesse em conhecer a experiência brasileira na área energética. “Podemos oferecer nosso conhecimento sobre o álcool combustível, uma alternativa para emissões que a Europa começa a olhar com maior interesse”, assinala. As opções são ilimitadas na contrapartida, segundo alguns especialistas europeus que estão em São Paulo para o evento. Akram Ahmedi, representante do Forum of European National Highway Research Laboratories, destacou entre as possíveis colaborações as novas técnicas desenvolvidas na Europa para a construção de estradas, com a utilização de diversos compostos para melhorar a qualidade do piso e até reduzir o ruído feito pelos pneus dos veículos – uma demanda cada vez maior em países europeus, na medida em que cada vez mais as pessoas vivem ao lado de grandes e movimentadas rodovias. “A cada US$ 1 não investido em qualidade das estradas são gastos US$ 4 em manutenção”, contabilizou o especialista. Ahmedi também falou sobre o monitoramento e o controle do tráfego em desenvolvimento na Europa, ferramentas essenciais para o funcionamento das estradas inteligentes. “Estudamos todas essas áreas com o objetivo de integrar as tecnologias em benefício dos usuários.” Mas
soluções bem mais simples podem ser replicadas aqui.
Exemplo disso é o estudo feito na Inglaterra que descobriu
que se liberassem a faixa de acostamento aos veículos em
períodos de tráfego intenso os prejuízos dos
motoristas por conta dos atrasos seriam reduzidos em 20%. “Percebi
que no Brasil também há acostamento, por isso essa
solução poderia ser utilizada aqui para desafogar
o trânsito”, sugere Ahmedi. No entanto, além
de as vias serem monitoradas, a velocidade permitida não
pode ser superior a 55 km/h para as autoridades liberarem a faixa
de acostamento. “A comunicação com o motorista
é feita pelo rádio ou por placas eletrônicas
espalhadas pela estrada. Muitos países que possuem essa estrutura
na malha viária olham com grande interesse a experiência
inglesa.”
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